quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

sonhos.

Eu deitava sobre seu corpo gélido, corpo de quem me amava e agora me deixava, de morto, de vazio, de quem um dia me protegeu, me fez segura. Agora eu deitava sobre aquela ausência - ausência tão presente e tão real, tão mais real que aquele toque (toque o qual até me pego as vezes desejando, só por ser um toque, entre eu e ela..) agora impossível, só presente em sonhos, mesmo. Ela, quem me faria agora de novo viver de dor (como se o antes não existisse, como se antes fosse não doloroso como seria agora). Só mais uma vez eu via a dor e eu via a morte, um corpo pálido e frio, que me olhava nos olhos enquanto me deixava.. só mais uma vez.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

sonhos.


Era noite, como todos os sonhos. Eu estava com um garoto -que eu conheço- brincando e rindo na rua, perto da minha casa.. e a gente brincava com as poças de chuva que tinham no caminho. Foi bom! (em algum momento eu pensei -mas isso é só um sonho!- com toda a certeza de que eu estava dormindo.. mas assim quis deixar ser -que seja só em sonho mesmo).
Fomos pra minha casa.. lá as 3 em prantos. Ele já havia morrido, sim, eu sabia, e eu já me recuperava e esquecia (e até me culpando por isso), aquele que me fizera. Mas ali estavam as três em lágrimas. Minha voz não saía. Eu tentava entender mas ninguém me respondia. -Alguém morreu? e as outras duas apontavam como se ela -magra, triste, pálida, de voz agora tão rouca, fraca- tivesse a resposta pro meu desespero. Eu abraçava ela ainda pedindo uma resposta, o pouco que eu ouvia enquanto todos soluçavam era pedidos para eu nunca esquece-la, era vários "eu te amo", era.. era uma despedida! Seria ela que iria embora agora. E eu acordei em prantos de novo.

Foi mais uma despedida... Ela que foi embora, de novo, como em tantos outros sonhos.