segunda-feira, 30 de julho de 2012

de tanta desconstrução e crítica não sabe mais o que é seu, o que é, o que seria.
Não sabe o que é (e se quer se um dia houve) essência espontânea e sincera - em tudo que sentiu, viu e viveu. De tanta desconstrução em busca de liberdade, se prendeu e se perdeu.
Tudo parece manipulável e falso.
e triste
Dizem (meus outros eus dizem), que minha não persistência é o meu maior defeito. Por que eu quero tê-lo livre e que essa liberdade lhe faça voltar e ficar, mas as vezes essa liberdade parece um erro, aparenta ser desprezo e minimização do desejo. Lhe deixo ir, lhe deixo amar e voar e me deixo sofrer. E me forço calar. Finjo. Engulo meus anseios e tristezas. Não há, por que não deve haver dor. Preciso mais de mim e menos de um só amor.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Olho como querer olhares,
como desejar desejos e quereres
Não desejo necessidade de auto-afirmar-se
Olhares
 meu ego é rejeito
Futilidade
usar do estereótipo repulsante
do privilégio casual
pelo medo que pulsa
insegurança
olhares desconcertantes, invasivos
invadem e concertam meu ego
meu espaço, contraste
do querer negado com o olhar implorado
meu ego
do sim e do não
jogo de conquista na esquina
brinco de flertar, brinco de desejo
sozinha
repulso, volto
só pra te perder
só pra te perder em mim mesma
só pra me perder de mim e me esquecer de ti
só pra ser eu e ser desejo
ser sabor e ser ego
e voltar a ser minha

domingo, 1 de julho de 2012

Sonhos me fazem querer fugir soltar os cães e pegar a bike rumo ao nada e ao tudo só em busca de um mundo todo imenso desconhecido não ter que arrumar o quarto ser o tudo e o nada não ter que levar o lixo pra fora ser o lixo, o sujo, o fora ser não dar um 'bom dia' de novo ao mesmo alguém rostos novos não querer ninguém ser só e incompleto ser