sexta-feira, 31 de agosto de 2012

"Eu sou eu, você é você. Eu faço as minhas coisas e você faz as suas coisas. Eu sou eu, você é você. Não estou neste mundo para viver de acordo com as suas expectativas. E nem você o está para viver de acordo com s minhas. Eu sou eu, você é você. Se por acaso nos encontrarmos, é lindo. Se não, não há o que fazer." Fritz Perls, 1969

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

http://www.youtube.com/watch?v=Fq2QPKW_vuc
cheia de areia, cheios de olhares, nossos pra nós. Cheio de lua cheia, uma lua cheia imensa que refletia na água, e refletia na gente, refletia no nossos corpos cobertos de corpo, um do outro. Éramos mocinhos de qualquer filme tipo drama-romântico-brega-besta, desses romances que nem existem, mas que fazíamos existir. Ele sempre me constrangeu com aquela de mania de me amar, ainda que de mentira. Mania de fazer eu me sentir amor, de fazer eu me sentir alegria quando sussurrava ao meu ouvido qualquer coisa tola

domingo, 5 de agosto de 2012



"Acordei hoje com tal nostalgia de ser feliz. Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma. Vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim."

sábado, 4 de agosto de 2012

As pessoas são como portas.

Ali, paradas, nos imploram silenciosa e instigantemente para que a gente abra. Se abrem para nós, abrem uma infinitude de novos sabores e cores, convidam-nos à um mundo novo, sem que possamos recusar. Entramos nelas, mas ao entrar passamos, apenas, e o instante, que é o agora, já foi. Elas são uma passagem e não um convite para ficar. Elas nos levam sem vir conosco.
Uma transição.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Das melancolias e mercadorias do meu amor

Vivo sendo continuamente questionada sobre a intensidade dos meus sentimentos e sobre o valor que dou para meus relacionamentos, desde que me coloquei como defensora do "Amor Livre".
As pessoas definitivamente não entendem o que isso significa. Elas pensam: -Que? Promiscuidade? Não ter compromisso nenhum? Ah, mas é por que você não gosta tanto delx então. Quando tu amar alguém vai querer ficar só com a pessoa. Você não sente ciúmes? Ah, então não ama.-

1.Não, amor livre não é, definitivamente, sinônimo de promiscuidade. Ainda que eu não tenha nada contra (rs). Eu defender o amor livre não significa que eu sou promiscua.

 2.Sim, eu sinto ciúmes. Eu me corroo de ciúmes as vezes. Antes mais do que hoje em dia, é verdade. Mas eu sinto, não vou dizer que não. E sinto muito. Mas já senti mais.

 3.Não, amor livre não é sinônimo de "não compromisso". Na teoria talvez o seja, mas na prática -para mim, ao menos- não é.
Em nossas relações cotidianas, com familiares, amigos, colegas, estabelecemos alguns tipos de compromissos, ainda que eles não sejam colocados por um acordo explícito, pré-determinados, ou subentendidos (como quando se estabelece uma relação monogâmica). As pessoas estabelecem compromissos emocionais, algo perto de ser recíproco, talvez (não necessariamente), que mantém a relação. E o mesmo acontece quando amo (o que me parece óbvio!), ainda que livremente.
 As pessoas geralmente acham que por defender o amor livre eu não vou ligar no dia seguinte, não vou fazer declarações de amor, não vou apresentar pra família, não vou passar meses ou anos me relacionando com a mesma pessoa, que não vou chorar de saudades, que não vou deixar de ir pra festas para ficar vendo filme com a pessoa, que não vou querer saber com quem a pessoa sai, com quem se relaciona (lembremos que querer saber é diferente de exigir!), que não vou me importar com o que a(s) pessoa(s) com quem me relaciono sente(m). Como se amar com liberdade fosse amar uma pessoa por dia, pura e simplesmente – instintivamente, irracionalmente, inconsequentemente. Só sexo e carinho por carência. Isso é o que as pessoas demonstram-me entender por amor livre.

 4. Querer amar com liberdade não diz respeito à intensidade do meu sentimento – não a coloca, portanto, em questão (!!!). É uma posição política, é como me dou com a minha ideologia na prática, incorporando-a na minha vida afetiva. Estabelecer uma relação tradicional, heteronormativa, que reproduza estereótipos e valores aos quais me oponho - de posse, submissão, dependência - me parece incoerente.
 Já me dissera um grande pensador um dia: O querer um indivíduo possuir o outro é a expressão máxima do capitalismo. Outro escreveu um dia também que “se a ‘moral’ do sacrifício [que nos leva a crer que o amar também é sofrer] aproxima amor e dor, o prazer anarquista grita, canta e rima amar com criar e libertar. Defende a necessidade de amar lúdica, criativamente”.
E são esses valores que eu busco reproduzir ao querer amar em liberdade.